Inclusão no trabalho
01/08/2012Relatório da OIT sobre o mercado de trabalho no Brasil mostra avanços significativos.
Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra avanços e obstáculos na luta para melhores condições de trabalho no Brasil. Segundo o estudo, “Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação”, o país tem investido em políticas de fomento ao mercado interno, de inclusão produtiva, de valorização do salário mínimo e ações afirmativas, melhorando significativamente a qualidade de vida de quem trabalha aqui.
Entre 2005 e 2010 houve um crescimento acumulado de 28,4% em relação ao PIB nacional, o que ajudou cerca de 27,9 milhões de pessoas a saírem da condição de pobreza extrema no país. A valorização do salário mínimo – que teve aumento real de 55% entre 2003 e 2010 – foi um grande contribuinte para a redução da desigualdade, já que grupos na base da pirâmide salarial tiveram ganhos superiores à média dos trabalhadores em geral.
De acordo com o relatório, esses resultados positivos também vêm, em parte, do aumento da taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho. Em 2004, 62,9% das mulheres brasileiras trabalhavam. Já em 2009, a porcentagem havia aumentado para 64,8%.
Mas, talvez, o dado mais importante publicado pelo estudo seja o aumento na taxa de formalidade no Brasil – de 48,4% em 2004 a 54,3% em 2009. “Vínculos empregatícios formalizados apresentaram maior expansão relativa nas regiões mais pobres e de mercados de trabalho menos estruturados”, afirmou o relatório. No Norte, por exemplo, houve um aumento de 85,7% no número de trabalhos formais. No Nordeste o acréscimo foi de 64,9%.
Mas ainda persistem inúmeros desafios. A informalidade continua a ser a realidade para cerca de 50% da população brasileira. Se considerarmos, os atributos de sexo e cor ou raça, a desigualdade entre os trabalhadores se manifesta de forma veemente. E tem mais. Ainda que pareça absurdo falar de escravidão nos dias de hoje, a realidade é que, somente no Brasil, existem cerca de 25 mil vítimas de trabalho escravo. Para combater esse problema, atualmente, 897 municípios brasileiros (16,1% do total) já possuem políticas ou ações de combate ao trabalho forçado e esse número continua crescendo. Hoje, a maioria deles está localizado na região Nordeste do país.
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