Guerreiros Sem Armas transforma o Morro Santa Maria

18/07/2012

Programa finaliza mutirão para melhoria da qualidade de vida de três comunidades em Santos.

Guerreiros Sem Armas transforma o Morro Santa Maria
Ex-guerreira: “Tudo que precisamos está aqui. Basta enxergar o que temos com um olhar criativo e colocar a mão na massa”

Na quinta-feira passada, AsBoasNovas.com acompanhou a etapa “Encontro da Maquete” da 7ª edição do programa internacional Guerreiros Sem Armas (GSA), no Morro Santa Maria, em Santos – uma das três comunidades no qual o encontro estava acontecendo. (Para mais informações sobre o programa veja a matéria anterior

Logo ao chegar à comunidade percebemos a euforia. Ao som da sanfona, uma passeata reunia moradores para que, junto aos guerreiros, eles pudessem definir planos concretos para melhorar o dia a dia na comunidade.

Com palavras encorajadoras, uma das guerreiras, de São Paulo, inspirou a todos os presentes. “Tudo que precisamos está aqui. Basta enxergar o que temos com um olhar criativo e colocar a mão na massa,” disse. E logo os moradores presentes foram divididos em três grupos para geração de ideias, cada um voltado para um eixo do programa – sociocultural, socioambiental e socioeconômico.

Foi uma corrida contra o tempo. Os grupos tinham aproximadamente 30 minutos para decidir quais projetos seriam realizados nos próximos quatro dias de mutirão. O que poderia ser? Um espaço para crianças brincarem, uma feira de produtos locais, um sistema de coleta mais eficiente... Sim, foi um desafio, mas estava claro que desde as crianças até os adultos, todo mundo queria contribuir com o que tinha de melhor para oferecer.

E isso rendeu. O mutirão acabou ontem e em quatro dias a comunidade do Morro Santa Maria conseguiu construir uma área de lazer com direito a parquinho; montar um espaço jovem em um contêiner; recuperar locais de descarte de lixo com separação entre orgânico e reciclável; abrir pontos de coleta de óleo de cozinha; e criar um grupo de costura que desenvolverá uma linha de produtos em tecido.

Quanto aos guerreiros, a jornada pode ter sido longa e até mesmo difícil, mas com certeza valeu a pena. Depois dessas semanas intensas, os participantes do programa ganharam conhecimento e experiência que lhes garantem habilidade o suficiente para desenvolver projetos sociais em outras comunidades pelo mundo. Para o guerreiro Kurt, de Curaçao, a ideia é levar consigo o que aprendeu e se tornar um facilitador em sua ilha.

Para seguir os momentos finais do programa, que termina dia 25 de julho, confira a cobertura em tempo real na página do GSA no Facebook.

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